domingo, 28 de março de 2010

Até quando intervir na natureza??

Todo mundo conhece alguém cujo espírito de preservação da natureza o faz quase um descendente direto do Curupira, aquela figura mítica do folclore brasileira que protege animais e plantas da floresta. Essas pessoas não medem esforços para salvar formigas, aranhas, lagartixas e joaninhas dos sapatos e chinelos dos insensíveis e práticos que se sentem ameaçados por estes insetos. Jogam-se na frente dos chinelos e pegam os indefesos bichinhos e colocam-nos para fora com todo carinho, depois vem com aquela conversa sobre a invasão humana no habitat desses animais, o derretimento das calotas e na primeira oportunidade mandam-lhe um e-mail para assinar as lista para salvamento das baleias e focas do ártico.
Estou brincando um pouco, mas estas pessoas devem ser respeitadas, elas sentem de fato um amor imenso por tudo que é vivo. Engraçado! Exceto as baratas! Não conheço nenhum deles que queira salvar as baratas! Que doido né! Bom tudo bem, foi só um aparte.
Uma dessas pessoas trabalha comigo e voltou do almoço num dia desses, bastante entristecida e relatou a seguinte história...
Estava ela e outra colega de trabalho subindo a rua de sua casa no horário de almoço quando viu duas minhocas quase mortas por desidratação no asfalto próximo a calçada. Ela olhou e pensou: “Veja só! O homem mexe tanto na natureza e quem sofre são os pobres animaizinhos que não conseguem furar o asfalto e vão morrer se ficarem ai!” sem pensar mais nada e para espanto da colega que subia com ela, correu num ímpeto de salvar vidas e pegou as minhocas com todo cuidado colocou-as na palma da mão e levou-as até um canteiro próximo de onde estavam. Como um bom Elemental, protetor da natureza, observou que a terra deste jardim estava um pouco seca e que as minhocas, enfraquecidas, teriam dificuldade de entrar na terra, por isso colocou algumas folhas sobre as minhocas para protegê-las do sol e foi para casa terminar seu horário de almoço.
No retorno ao trabalho, antes de sair de casa pegou um potinho de iogurte no seu lixo reciclado e, ainda compadecida com a história da minhoca, pegou água para molhar a terra onde elas haviam ficado.
Acontece que ao chegar no canteiro onde as minhocas estavam e levantar as folhas que protegiam-nas do sol deparou-se com uma cena trágica e cruel... As minhocas estavam sendo comidas vivas por centenas de formigas. Ainda tentou jogar água nas formigas para que elas se afastassem, mas só o que conseguiu foi o deslocar de algumas delas, por fim frustrada e dando-se por vencida ela voltou ao trabalho deixando as minhocas como banquete das formigas.
Infelizmente não pude deixar de rir dessa história, tentei respeitar a dor da minha querida colega, mas ri muito.
Um pouco depois conversamos sobre o fato, de forma um pouco mais racional e coloquei minha opinião sobre estas interferências, para mim o que ocorreu é natural, é o que acontece quando ficamos tendo atitudes isoladas e sem controle no ímpeto de proteger a natureza. A natureza tem suas formas, que olhando nua e cruamente parecem cruéis, de resolver seus problemas como excesso de população de uma mesma espécie, reaproveitamento de restos e reciclagem. Isso é o ciclo da vida! A cadeia Alimentar. O ser humano é que, na tentativa de preservar alguns do que imagina ser crueldade de outros predaores, muitas vezes interfere e cria verdadeiras catástrofes por desequilíbrio e acaba levando diversos grupos de animais a extinção. É o caso de infestação de ratos, de pombos entre outros que sem predadores naturais acabam sendo problemas nas grandes cidades. Não que a ação de minha amiga fosse levar a isso, mas a questão não é só dela a de todos.
Na melhor das hipóteses algumas dessas pessoas cria problemas para si e para os vizinhos. Quem já não teve aquele vizinho que faz da sua casa um hospital e abrigo para animais e acabam criando uma fauna sem controle, infestando a vizinhança de pequenos insetos, como pulgas e carrapatos, mau cheiro e excesso de barulho. Não sou contra estes naturalistas urbanos, mas é preciso que se pense no respeito ao próximo, o que inclui também os animais que muitas vezes ficam presos em espaços pequenos e mal higienizados e com alimentação inadequada. Existem muitas ONGs e órgãos públicos que se responsabilizam pelo cuidado de animais abandonados, estes grupos possuem pessoal com formação e local adequado para acolher esses casos e podem buscar responsabilizar alguns casos, já que hoje é crime o abandono de animais.
Também sou a favor de salvar a natureza e garantir um mundo melhor para as novas gerações, temos de assumir nossa responsabilidade com o planeta, por isso reciclo meu lixo e óleo, reduzo a quantidade deles, busco alternativas biodegradáveis e busco passar para os pequenos com quem trabalho a importância de se respeitar a biodiversidade do planeta, participo de campanhas que visam a sustentabilidade do planeta, mas acredito que o salvamento de animais deve ser deixado para entidades e profissionais com condições melhores de intervenção, em vez de levá-los para casa ligue para as entidades ou leve o animal até eles, denuncie abandono e maus tratos, contribua financeiramente, seja voluntário. Você estará sendo mais responsável e isso também ajuda a salvar vidas.
O recado é este!!

Quem quiser alguns endereços e telefones, no Brasil, de Associações de proteção a animais abandonados acessem os sites:
http://www.projetoproanimal.com.br/Entidades.php
http://associacaoamar.spaces.live.com/
http://www.dispro.com.br/njv/aaa/historico.html

Esses são só alguns, tem muito mais!!!
Bjs CP Shirley.
 

domingo, 14 de março de 2010

Mais um pensamento de criança


O caso das bananas!!



Dona Sô, como toda boa mãe, dizia sempre a seu filho de 5 anos, que aqui chamaremos de Gu, que se recusava a comer frutas e legumes, as vantagens que, na visão dela, ele supostamente estaria perdendo. Mas seu mais repetido discurso era sobre a Banana: “Quem come banana não tem câimbra!” repetia ela várias vezes na semana ao filho que pretendia ser jogador de futebol. “Atleta precisa comer bananas porque bananas evitam câimbra!”
O menino olhava para a mãe e saia sem comer nenhuma bananinha, como se não estive entendendo o que sua progenitora insistentemente dizia.
Acontece que um dia a família estava indo em direção ao interior de São Paulo e passou por uma grande plantação de bananas. Gu olhou espantado para aquele “tantão” de bananas e concluiu:
----Mãe! Quem mora aqui não vai ter câimbras nunca, isso eu tenho certeza!!!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Pensamento de Criança


Criança pensa e como pensa!


Na educação Infantil de 0a 3 cada sala tem 3 educadores. Um professor e dois auxiliares. No horário do almoço estes profissionais se revezam e saem enquanto as crianças dormem. Num desses dias, numa sala de 3 anos, a professora iria usar o horário do almoço para ir ao banco, por isso pegou sua bolsa e se despediu das colegas e das crianças que ainda estavam acordadas. A partir daí iniciou-se o seguinte diálogo por uma das crianças:
----- Porque você esta saindo com a bolsa?
----- Eu preciso ir ao banco! Respondeu a professora e saiu.
A menina continuou com a educadora que ficou na sala:
----- Porque ela tem de ir ao banco? Perguntou a menina.
----- Por que ela recebeu hoje e vai até lá pegar um pouco do seu dinheiro! Respondeu a educadora.
----- Ela recebeu o que?
----- O pagamento dela!
A educadora vendo a cara de dúvida que a menina fez resolveu explicar melhor a situação:
----- É que todo dia ela vem aqui ficar com vocês, brinca, conta histórias e no fim do mês a Prefeitura deposita um dinheiro para pagar pelo trabalho que ela faz!
A menina calou-se, deitou, não fez mais nenhuma pergunta e ficou com cara de emburrada. A educadora não entendeu, mas deixou quieto.
Quando a professora chegou viu a mesma menina sentada com os braços cruzados e cara emburrada para ela, perguntou a educadora o que aconteceu e ela contou-lhe sobre o diálogo e explicou que depois da conversa ela ficou daquele jeito.
A professora sentou-se ao lado da menina e perguntou:
----- O que houve? Porque você está brava?
A menina disparou:
----- Não é justo! Eu também venho aqui todo dia, brinco com você e a prefeitura não me da nem uma moedinha, só pra você!
As educadoras não conseguiram contem o riso e dessa vez quem não entendeu nada foi a menina!


Bom pessoaL por enquanto é isso!!

Bjkas Professora Shirley

terça-feira, 9 de março de 2010

Unesco Alerta sobre grave crise mundial na educação


PARIS (AFP) — Milhões de crianças em todo o mundo estão condenadas à pobreza no futuro, sem chances de ter acesso à educação, devido ao fracasso dos governos em suprimir as desigualdades sociais, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pela Unesco.
O documento que avalia a educação no mundo para 2009, intitulado "Superando a desigualdade: por quê o governo é importante", aponta uma série de disparidades "inaceitáveis", tanto a nível nacional como internacional, que acabam anulando os esforços para alcançar os objetivos de desenvolvimento global.
Ao indicar os responsáveis pela atual situação, o relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) denuncia a indiferença política, as fracas estratégias nacionais de educação e a atitude de doadores na hora de transformar suas promessas em atos.
A esse respeito, o diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuura, comparou a reação imediata dos governos frente à crise financeira atual, desembolsando trilhões de dólares, e a atitude em relação aos problemas educacionais.
"Quando os sistemas de educação estão em crise, sua repercussão é menos visível, mas não por isso menos real", explicou Matsuura.
"A desigualdade de oportunidades na educação é um fator de aumento da pobreza, da fome e da mortalidade infantil, e reduz as perspectivas de crescimento econômico", acrescentou.
E esta situação não atinge apenas os países pobres.
"Nos países em desenvolvimento, uma em cada três crianças - ou seja, 193 milhões ao todo - começam o ensino básico com problemas de desenvolvimento cerebral causados pela desnutrição, e com escassas perspectivas de adquirir uma boa educação", afirma o documento.
Quanto ao nível de escolarização global, "75 milhões de crianças em idade de freqüentar o ensino básico estão sem ir à escola em todo o mundo".
O relatório da Unesco adverte que as estatísticas relativas às crianças que não vão à escola são apenas um indicador parcial da magnitude do problema. Há, além disso, milhões de jovens que entram na escola e a abandonam prematuramente, sem terminar sequer o ensino básico.
Nos países ricos, mais de um terço dos alunos do ensino básico chega ao ensino superior e conclui seus estudos universitários. Por outro lado, na maior parte da África Subsaariana, apenas 5% deles chega à universidade, segundo o texto.
O grau de pobreza não é o único fator de desvantagem na educação. As disparidades entre meninos e meninas em matéria de escolarização continuam figurando como uma importante questão nas regiões da Ásia Meridional e da África Subsaariana.
O relatório cita ainda fatores de profunda influência, como o idioma, a raça, o grupo étnico e o local de domicílio (zona rural ou urbana).
A partir destes elementos, o documento alerta para as poucas chances reais de que se alcance, em 2015, o objetivo internacional de universalizar o ensino básico.
Segundo uma série de projeções parciais, em 2015 o número de crianças fora da escola chegará a 29 milhões, no mínimo, sem incluir os países em guerra.
Além disso, a Unesco questiona também a qualidade da educação, levando em conta o fato de que muitas crianças terminam o ensino básico sem ter adquirido habilidades elementares de leitura, escrita e matemática.
De acordo com o relatório, o analfabetismo também continua sendo um grave problema: estima-se que 776 milhões de adultos em todo o mundo (16% da população mundial) ainda não sabem ler nem escrever.
Dois terços dos analfabetos são do sexo feminino. E, se as tendências atuais persistirem, o mundo ainda terá 700 milhões de adultos analfabetos em 2015.
É duro pessoal!
Bjkas Shirley

quarta-feira, 3 de março de 2010

Uma história insólita sobre solidariedade!

O Brasil, infelizmente, ainda precisa aprender muito sobre respeito, de fato é quase graduado em desrespeito. Desrespeito as leis, aos direitos fundamentais do ser humano. Dentre este desrespeito todo, um deles é o desrespeito a memória da sua história, principalmente a memória viva que aparece através das belas e emocionantes histórias que são contadas pelos mais velhos.
Os idosos carregam consigo uma enorme quantidade de relatos que poderiam ilustrar a mais variada gama de conceitos para o desenvolvimento dos valores fundamentais à Educação em Direitos Humanos, que compreende como diz o texto de Clodolado Meneguello Cardoso: a percepção da diversidade, a consciência de igualdade e o sentimento de solidariedade. O resgate cultural e a sabedoria simples que se pode emanar durante uma conversa com uma pessoa mais idosa é algo imperdoável quando desprezado.
Por acreditar nisso que nunca fujo de uma boa conversa quando encontro um velhinho bom de papo. Num desses finais de semana conheci um senhor chamado carinhosamente de Seu Agostinho que me deu uma ótima história para ilustrar a idéia que se tinha de solidariedade há uns 60 anos atrás no interior de Minas Gerais. A história que me contou foi a seguinte:
Quando ele tinha uns 17 anos, nas paragens do interior de minas por onde morava era difícil carro e mesmo carroça não era todo mundo que tinha, sendo assim quando uma pessoa de família pobre morria a família do falecido tinha de levá-lo para o cemitério a pé.
A maioria das pessoas fazia os caixões e o velório em casa mesmo, e quando não tinham nem o caixão enrolavam o defunto numa rede. E o caixão ou a rede eram pendurados em duas varas de madeira e em comitiva um grupo de parentes saia de casa carregando o difundo nos ombros. Segundo ele o grupo ia em marcha rápida quase correndo. Ao longo do caminho quando avistavam alguma pessoas eles começavam a gritar:
----- Caridade, caridade, caridade!!
Ao ouvir isso as pessoas paravam de fazer o que estavam fazendo e rendiam as pessoas que estavam carregando o defunto e corriam levando o corpo por uns 10 ou 15 minutos à frente, tempo para que os parentes se recuperassem do cansaço e dores no ombro causado pelo peso do caixão e a correria. Esse movimento era repetido por várias pessoas, durante o percurso, até que chegassem ao local do enterro.
Segundo seu Agostinho, no enterro mesmo acabava chegando só os parentes do falecido que haviam saído de casa juntos, o restante das pessoas que ajudavam iam ficando pelo caminho, cada um há seu tempo dando um pouco de caridade durante o trajeto.
É pessoal acho que naquela época, apesar das inúmeras dificuldades, pelo menos o pessoal de minas onde seu Agostinho nasceu era mais solidário.
Super Beijos
Professora Shirley